Anarquismo verde

Anarquismo verde
Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

Pesquisar este blog

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FOBIA






Este animal,

que a mim desacata,

é meu ancestral?

Horrível barata!



Nota do autor.



"A ancestralidade pode explicar uma fobia?"





Roberto Armorizzi

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MUSEU PARANOICO

Por aqui não se vê mais o mar,
de querer, de molhar, aos meus pés,
veio a mim um museu secular,
como tumba do velho Ramsés,

nesta hora eu não sinto areia,
que outrora coçava meus dedos,
num instante minh'alma falseia,
como a pólvora de mudos torpedos,

que lugar infernal, silencio,
onde quadros e almas se velam,
não sou mais, e sem mar, sentencio,
entre pós e as sanções que escalpelam,

quero ao mundo salino, voltar,
como areia, espalhar meu destino,
ser o dia brilhante, reinar,
com razão, sem castelo, nem sino.

Roberto Armorizzi

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

REVÉS DO VENTO






No último tempo,

sempre ao revés do vento,

ela aqui está.


Roberto Armorizzi

QUAL O MELHOR SORRISO?






Pensar sorrindo,

a si, mentindo,

"não existindo".



Sorrir pensando,

só "inventando",

nunca sonhando.



Vai de improviso,

pois é preciso

um bom sorriso.

Ah, é tão lindo

sorrir sorrindo!


Roberto Armorizzi






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

FAÇA MAIS AMOR






Se a guerra,



o amor, enterra,



a vida, encerra,



o filho, desterra;






se a guerra,



o mundo, emperra,



por que ele berra



guerra?!






Faça mais amor,



a paz é sempre necessária!






Nota do autor.



"Este é um poema de amor e paz."






Roberto Armorizzi

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CHUVA FINA NÃO-BOA




Ai, que triste chuva fina,

sem o vento que a vida, empina,

vem dos frios ares do sul,

ao sudeste de nossa esquina,

cai, em vão, de'um céu não-azul,

em quem se vai,

assim tão menina.



Ai, chuva fina. É garoa

que descansa no ar, bem à-toa,

na manhã que seria verão.

Que chuva fina não-boa,

celebriza o frio a São Paulo

e tira o sol da Gamboa.



Nota do autor.

"Um dia nos reencontraremos, meu doce Anjo Lilás."



Roberto Armorizzi

domingo, 23 de outubro de 2011



Um início de chuva,

pega-me na curva,

aqui na rua da cancela.



Isto não me perturba,

ando na tarde turva,

embaixo de minha'umbela,



só para ver como está, ela,

minha querida Maristela,

que me olha de sua fria janela.



Roberto Armorizzi