Por aqui não se vê mais o mar,
de querer, de molhar, aos meus pés,
veio a mim um museu secular,
como tumba do velho Ramsés,
nesta hora eu não sinto areia,
que outrora coçava meus dedos,
num instante minh'alma falseia,
como a pólvora de mudos torpedos,
que lugar infernal, silencio,
onde quadros e almas se velam,
não sou mais, e sem mar, sentencio,
entre pós e as sanções que escalpelam,
quero ao mundo salino, voltar,
como areia, espalhar meu destino,
ser o dia brilhante, reinar,
com razão, sem castelo, nem sino.
Roberto Armorizzi
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 31 de março de 2011
FAÇA-SE O SOM DO SILÊNCIO
"Não é que não haja som no silêncio. Silêncio é som que não queremos ouvir. O som que nos atrai, podemos percebê-lo no mais calado e profundo silêncio de nossa alma."
Roberto Armorizzi
terça-feira, 3 de agosto de 2010
SER ABISSAL
Beleza indômita no fundo do ser,
mascara ilusões que não ousa dizer,
só pede, na paz, para enfim se evadir,
e’em fluxos de manchas, na tela, existir.
Beleza sofrida, recôndita está,
tão bela’é ferida mais funda que há,
emerge do sonho e lança-se ao céu,
e cai sobre o pano, pintando esse véu.
O quadro recebe tal força de amor,
a tinta se espalha com arte e frescor,
mas quando percebe que o mundo se esvai,
retorna ao abismo, ess’alma que cai.
Nota do autor:
“Um ser que emerge do fundo de si mesmo, deixa sua marca de beleza na obra de arte e depois mergulha de volta ao seu abismo de origem.”
Roberto Armorizzi
mascara ilusões que não ousa dizer,
só pede, na paz, para enfim se evadir,
e’em fluxos de manchas, na tela, existir.
Beleza sofrida, recôndita está,
tão bela’é ferida mais funda que há,
emerge do sonho e lança-se ao céu,
e cai sobre o pano, pintando esse véu.
O quadro recebe tal força de amor,
a tinta se espalha com arte e frescor,
mas quando percebe que o mundo se esvai,
retorna ao abismo, ess’alma que cai.
Nota do autor:
“Um ser que emerge do fundo de si mesmo, deixa sua marca de beleza na obra de arte e depois mergulha de volta ao seu abismo de origem.”
Roberto Armorizzi
segunda-feira, 31 de maio de 2010
MINHA VIDA
Visão – sente,
correria,
razão – mente,
não viria;
sonho – volta,
avenida,
ponho – solta,
minha vida;
belo – alma,
alimenta,
selo, calma,
não aguenta;
posto- resto,
sorriria,
rosto – presto,
sim, queria;
minha vida, plus,
se queria, ser um dia,
meu encontro, luz,
sorria...
Ora, se vou,
bela parceria!
Nota do autor:
”Ideia principal: criar palavras compostas e com sentido. O fim das palavras é sempre invadir o não-pensar. É que a força do verbo evade a razão. Então, a emoção traspassa o acaso e dilacera a dúvida de não poder versejar.”
Roberto Armorizzi
correria,
razão – mente,
não viria;
sonho – volta,
avenida,
ponho – solta,
minha vida;
belo – alma,
alimenta,
selo, calma,
não aguenta;
posto- resto,
sorriria,
rosto – presto,
sim, queria;
minha vida, plus,
se queria, ser um dia,
meu encontro, luz,
sorria...
Ora, se vou,
bela parceria!
Nota do autor:
”Ideia principal: criar palavras compostas e com sentido. O fim das palavras é sempre invadir o não-pensar. É que a força do verbo evade a razão. Então, a emoção traspassa o acaso e dilacera a dúvida de não poder versejar.”
Roberto Armorizzi
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