Por aqui não se vê mais o mar,
de querer, de molhar, aos meus pés,
veio a mim um museu secular,
como tumba do velho Ramsés,
nesta hora eu não sinto areia,
que outrora coçava meus dedos,
num instante minh'alma falseia,
como a pólvora de mudos torpedos,
que lugar infernal, silencio,
onde quadros e almas se velam,
não sou mais, e sem mar, sentencio,
entre pós e as sanções que escalpelam,
quero ao mundo salino, voltar,
como areia, espalhar meu destino,
ser o dia brilhante, reinar,
com razão, sem castelo, nem sino.
Roberto Armorizzi
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 30 de março de 2010
MUNDO SEM LUGAR

Dois demônios, irmãos gêmeos,
tão aflitos zombeteiros,
tão “corretos”, tão boêmios,
são autênticos “arteiros”;
de uma era sem poética,
vêm do sonho acordado,
numa ótica patética,
fazem rumo tresloucado;
eles vêm de algum “inferno”,
para nos atormentar,
fazem tenebroso inverno,
nesse mundo sem lugar.
Nota do autor;
“Dois demônios, Sardônio e Sardaneu, nascidos do nada, das profundezas do inconsciente ou de algum inferno produzido por uma metáfora deste mundo sem lugar, onde vivemos a sonhar e a poetar.”
tão aflitos zombeteiros,
tão “corretos”, tão boêmios,
são autênticos “arteiros”;
de uma era sem poética,
vêm do sonho acordado,
numa ótica patética,
fazem rumo tresloucado;
eles vêm de algum “inferno”,
para nos atormentar,
fazem tenebroso inverno,
nesse mundo sem lugar.
Nota do autor;
“Dois demônios, Sardônio e Sardaneu, nascidos do nada, das profundezas do inconsciente ou de algum inferno produzido por uma metáfora deste mundo sem lugar, onde vivemos a sonhar e a poetar.”
Roberto Armorizzi
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