Anarquismo verde

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Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

CAPINZAIS – PEDREGAIS



Capins crescem no pé
das pedras que não caem mais.

Pedreira,
onde granitos foram quebrados
em mil “porretais”.

Sim, os capins crescem
como um gracejo de vida !

Carros passam pela frente e por trás,
olhando hoje a paz sem vida que invade os capinzais,
e embalam fúrias de solo rachado e perdido,
dos sombrios pedregais.

Nota do autor.
“Nas pedreiras abandonadas, as pedras se confundem com os capinzais.”

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

OLHAR


Olhar a mim mesmo,
me faz arrogante,
olhar para os outros,
me faz castrador;
olhar para o falso,
me faz delirante,
olhar para a brisa,
me faz sonhador;

nunca sou
quem se espera que seja,
assim eu vou;
sempre quero
que o mundo me veja,
aqui estou;

mas, com juros e multas,
cobra-me a dor;
olhar para a vida,
me faz mais amor.

Nota do autor.
'Sou um ser normal, um misto de "eus", entre o bem e o mal.'

Roberto Armorizzi

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ARTISTA, NÃO HÁ

Arte, está na vida,
na razão, na paixão,
naquilo que traz
coisas boas;

mas...

Artista, não há.
A verdade está na arte
do comum,
no amor das pessoas.

Nota do autor:
"Gostaria de citar uma nota, mas fugiu-me o significado."

Roberto Armorizzi

quinta-feira, 29 de julho de 2010

FLOR, PLANTA E CHUVA

Vejo manhã... chove
como chuva de então,
flores chegam, elas sentem,
querem chuva, planta e chão;

chove, ó chuva bem chovida,
joga su’água querida,
alegrando’a planta macia,
pondo água em sua vida;

vem, ó chuva, eu diria,
pela via, empoça meu dia,
vem, bem da vida,
noite, pós-chuva, morria;

não só de plantas
quero ver chuva,
e não do mundo
de nuvem turva!

Nota do autor:
“Chuva e pós-chuva, numa alternância que faz e jaz a vida.”

Roberto Armorizzi

terça-feira, 20 de julho de 2010

ILUSÕES DE VISÕES NA ORLA


Não deixe a água rolar,
corre, corre para o mar!
Os períodos acabam,
a ponto de se inventar momentos,
tão sedentos

de fazer voltar a vida
num instante,
na sensação errante
de se estar pendurado
num pedaço de barbante.

Um dia tudo isso se espraia
num fluxo de água e areia,
na beira da praia;
essa meiga e bela visão rara,
queremos que jamais se esvaia.

Nota do autor:"Lugar sem sombra porque a luz é maior."

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 18 de junho de 2010

TAMBORILEIRO


Ah! Essa noite eu despertei sonhando
um sonho leve de viver...
Sonho de acordar,
de dar,
de ganhar,
de receber,
sem nada ter,
mas, a querer...

Ah! Essa noite os tambores voltaram,
muito alto, eles tocaram
um som livre de saber,
de querer
batucar,
de dançar,
de gritar!!!
entender,
renascer...

Quis esperar...
beber o néctar
que sorve por primeiro
o forte aguaceiro
que acorda a vida,
mas dorme inteiro,
no sonho – celeiro,
e junta a força
que vem de dentro,
do tão “vozeiro”
som de luz do tamborileiro...


Nota do autor:
“Som de luz do tamborileiro, imagem acústica registrada por um divino “tablateiro.”



Roberto Armorizzi

terça-feira, 8 de junho de 2010

CANTORIA DAS MOÇAS NAS PARREIRAS

Seguem cantando em grupo
com cesto em mão,

falam sorrindo em vultos
que lá se vão;

colhem a paz do fruto,
se cala a voz,

moldam em força leve,
a dor atroz;

passam o bem da vida
para os que vêm,

lutam na paz rendida
que solta o bem;

tiram da alma o brilho
que não reluz,

e'bebem sem ter o vinho
que traz a luz!



Nota do autor:
'Eis os segredos das "fadas" dos campos e plantações.'


Roberto Armorizzi

segunda-feira, 31 de maio de 2010

MINHA VIDA

Visão – sente,
correria,
razão – mente,
não viria;

sonho – volta,
avenida,
ponho – solta,
minha vida;

belo – alma,
alimenta,
selo, calma,
não aguenta;

posto- resto,
sorriria,
rosto – presto,
sim, queria;

minha vida, plus,
se queria, ser um dia,
meu encontro, luz,
sorria...

Ora, se vou,
bela parceria!


Nota do autor:
”Ideia principal: criar palavras compostas e com sentido. O fim das palavras é sempre invadir o não-pensar. É que a força do verbo evade a razão. Então, a emoção traspassa o acaso e dilacera a dúvida de não poder versejar.”


Roberto Armorizzi

domingo, 18 de abril de 2010

SECAS LÁGRIMAS

Não devo mais verter
infinitas lágrimas
de um seco e ébrio fluido.

É o momento em que corre o tempo,
gira o mundo
e as pedras constroem a vida.

Há muito que caiu o copo,
espalhando a água.

Mas hoje é tempo de felicidade.

Para isso, chego na pura expressão da consciência humana.


Nota do autor:
"O retorno ao tempo."

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SOLIDÃO

Um sofrido
retornar da ferida;
amor: ilusão,
passada contida;

um perdido
caminhar de uma vida;
dor, solidão,
rua sem saída. “


Nota do autor:
“Um dia desses, caminhava eu pela minha cidade e, tentando encurtar o caminho, entrei numa rua sem saída. Tive que voltar, obviamente. Tal fato concreto, deu-me inspiração para compor este pequeno poema.”

Roberto Armorizzi