Anarquismo verde

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Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

FAÇA MAIS AMOR






Se a guerra,



o amor, enterra,



a vida, encerra,



o filho, desterra;






se a guerra,



o mundo, emperra,



por que ele berra



guerra?!






Faça mais amor,



a paz é sempre necessária!






Nota do autor.



"Este é um poema de amor e paz."






Roberto Armorizzi

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DO OURO AO ALGODÃO



Por que é difícil
suspender pedacinhos
de algodão,
quando seu peso
encontra, no amor,
ostentação?

Por que é tão fácil
suspender toneladas
de ouro,
quando esta leveza
encontra, no desamor,
sublimação?

Algodão e ouro:
verdade e tesouro ...

Nota ao autor.
“Esta dualidade aparenta ser imperfeita e, ao mesmo tempo, perfeita.”

Roberto Armorizzi

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SOPRO DE VENTO NO TEMPO DA VIDA



Vento não soube soprar,
tempo não viu seu passar,
vida não pôde esperar,
o’amor não quer esquecer;

amor faz mundo crescer,
vida não pode morrer,
tempo parece entender,
vento vem, chuva, espalhar;

amor supera o tempo,
vida se espraia no vento,
tempo é jogo da vida,
vento é sopro do amor.

Nota do autor.
“Questões que se encaixam em tempo de amar.”

Roberto Armorizzi

terça-feira, 22 de março de 2011

DÚVIDA!



Dúvida,
por que me fazes assim tão feio?

Por que me obrigas
a um grande custeio,
que acaba com meus pertences
e espanta o amor que não veio?

Dúvida,
vai embora e não voltes,
não quero ficar no meio,
somente a quietude da noite
dispersa dia tão cheio.

Não vou’me’envolver contigo;
dúvida,
eu te odeio!

Nota do autor.
“De uma coisa estou certo: não quero ter dúvidas.”

Roberto Armorizzi

domingo, 27 de fevereiro de 2011

VIDA


Razão de viver,
de verde, és a dama,
teu amor’é chama!

Nota do autor.
“A vida é o fogo do amor.”

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

OLHAR


Olhar a mim mesmo,
me faz arrogante,
olhar para os outros,
me faz castrador;
olhar para o falso,
me faz delirante,
olhar para a brisa,
me faz sonhador;

nunca sou
quem se espera que seja,
assim eu vou;
sempre quero
que o mundo me veja,
aqui estou;

mas, com juros e multas,
cobra-me a dor;
olhar para a vida,
me faz mais amor.

Nota do autor.
'Sou um ser normal, um misto de "eus", entre o bem e o mal.'

Roberto Armorizzi

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

POR UMA ROSA AMARELA

... A bela rosa amarela,
que amor,
aqui, ali, acolá,
ela sempre está ,
entre as flores em rosa,
na espinheira viçosa,
entre as rosas em flor...

Nota do autor.
"Em qualquer lugar do mundo há uma rosa amarela a nossa espera."

Roberto Armorizzi

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SENDA DE QUEM ESCREVE



Beijar o belo,
abraçar o lindo,
trazer do prelo,
publicar sorrindo;

amar a pena,
de forma leve,
na ‘roda’ * plena
na qual se escreve;

‘beijar’ ** a alma,
amar o ser,
grafar com calma,
mesmo sem ver;

esta é a senda
do escritor:
arranque a ‘venda’ ***
em prol do amor!


Nota do autor.
* Caminhada ‘urobórica’, que é o escrever.
** Beijo metafórico.
*** Duplo sentido entre o firme olhar de liberdade e o não se entregar à futilidade literária.


Roberto Armorizzi

domingo, 23 de maio de 2010

LONGE...



Longe do perto, está céu aberto,

o longo deserto do meu coração;

o que se expande, o amor não esconde,

perto do longe, está o perdão!



Nota do autor:

"Existe algum lugar onde o perdão se esconde?



Roberto Armorizzi

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PARTIR


Tanto tempo faz que partiste,
partindo meu coração;

quanto tempo faz para mim,
será que para ti tanto faz?
Será que partir deixa inteiro o tempo, o coração,
ou será que o tempo se parte ao partir, ou se perde?
Talvez faça parte do tempo
ou do amor, em torno desse tempo;

quero ser parte desse amor,
desse mundo sem tempo,
para partir, repartir...
Pois teu mundo foi só partir,
e o meu, pensar em voltar;

pensar no dia do amanhã, na partida?
Nem pensar;

é melhor partir sem pensar, falar,
ouvir, sentir...
Ficar pensando, estar aqui...
Ficar de uma vez, ficar por aqui...
Ou voltar...
Quero voltar, ficar e te amar...
mesmo num amor de não voltar!


Nota do autor;
“Partir, só partir, é partir por partir; voltar, só voltar, é voltar por voltar; mas ficar, só ficar, é ficar para amar.”

Roberto Armorizzi

terça-feira, 2 de março de 2010

VOLÚPIAS DE AMOR


Ventos soprados por bocas
em beijos invisíveis;

ventos que alisam as nuvens
em toques mui’sensíveis;

bocas que se unem em ritos
de ânsias tão incríveis;

mãos que se afagam em busca
de desejos bem visíveis;

flores, nos campos,
dão claros risos de cor;

bocas e mãos se perdem
em múltiplas volúpias de amor.


Nota do autor:
“Os seres buscam saciar seus desejos, em constante frenesim suavizado pelo embalar dos ventos.”
Roberto Armorizzi