Anarquismo verde

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CHUVA FINA NÃO-BOA




Ai, que triste chuva fina,

sem o vento que a vida, empina,

vem dos frios ares do sul,

ao sudeste de nossa esquina,

cai, em vão, de'um céu não-azul,

em quem se vai,

assim tão menina.



Ai, chuva fina. É garoa

que descansa no ar, bem à-toa,

na manhã que seria verão.

Que chuva fina não-boa,

celebriza o frio a São Paulo

e tira o sol da Gamboa.



Nota do autor.

"Um dia nos reencontraremos, meu doce Anjo Lilás."



Roberto Armorizzi

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SOPRO DE VENTO NO TEMPO DA VIDA



Vento não soube soprar,
tempo não viu seu passar,
vida não pôde esperar,
o’amor não quer esquecer;

amor faz mundo crescer,
vida não pode morrer,
tempo parece entender,
vento vem, chuva, espalhar;

amor supera o tempo,
vida se espraia no vento,
tempo é jogo da vida,
vento é sopro do amor.

Nota do autor.
“Questões que se encaixam em tempo de amar.”

Roberto Armorizzi

terça-feira, 21 de setembro de 2010

BRINCAR COM SIGNIFICADOS

Este texto não é para ser interpretado de forma literal.
Quero, neste momento, expor uma questão, que a despeito de opiniões contrárias, reputo filosófica.
Tomemos como exemplo demonstrativo, a chuva.
Em qualquer lugar, ao ar livre, onde não haja qualquer coisa que sirva de cobertura, a chuva pode cair ao chão sem nenhum motivo impediente.
Dentro de uma casa ou em qualquer outro ambiente fechado, a chuva geralmente não cai em seu interior, em razão de um fator impeditivo que pode ser um telhado ou algo que o valha. Porém, se houver orifícios, rachaduras, etc., no recinto, a água da chuva poderá cair no interior desse espaço coberto.
Mas há lugares onde a chuva não tem possibilidade alguma de cair. Tais lugares situam-se, por exemplo, no fundo do mar, uma vez que tal ambiente é composto, em sua totalidade, obviamente de água.
Agora, deve-se formular uma pergunta em razão da suposta validade de sentido, pelo menos do ponto de vista da quantidade.
Para quê chover sobre o mar?
Isto é algo incompatível com a lógica, uma vez que já há quantidade suficientemente grande de água no oceano, inviabilizando a necessidade da chuva.
O que se pode aproveitar da leitura de um texto como este?
Eis a questão...

Nota do autor.
Estamos cercados de um completo caos universal. Nossas mentes é que interpretam o universo caótico que nos rodeia, categorizando, ou seja, medindo, quantificando, qualificando, analisando, nomeando, etc. São, assim, criados diversos paradigmas que nos dão ilusão de organização e equilíbrio.
A linguagem nos permite brincar com as significações criadas.

Roberto Armorizzi