Anarquismo verde

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Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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domingo, 18 de março de 2012

ESCOMBROSAS HIPERPARABOLAÇÕES








Perdidos nas parábolas,
nas hipérboles, nos estrondos e seus escombros,
estão os que ainda restaram deuses.

Achados nas imaculadas,
e extremas forças perfeitas, estreitas em suas seitas,
estão os que ainda ficarão Deus.

Dúzias e dúzias de espantos,


ao sim do sabujo real,

rotundam mil almas serenas,

cercadas de bem e mal,


no tempo que jaz igual.


"Não há nota do autor."


Roberto Armorizzi

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

REVÉS DO VENTO






No último tempo,

sempre ao revés do vento,

ela aqui está.


Roberto Armorizzi

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SOPRO DE VENTO NO TEMPO DA VIDA



Vento não soube soprar,
tempo não viu seu passar,
vida não pôde esperar,
o’amor não quer esquecer;

amor faz mundo crescer,
vida não pode morrer,
tempo parece entender,
vento vem, chuva, espalhar;

amor supera o tempo,
vida se espraia no vento,
tempo é jogo da vida,
vento é sopro do amor.

Nota do autor.
“Questões que se encaixam em tempo de amar.”

Roberto Armorizzi

domingo, 24 de abril de 2011

LEVEZA



Antes eu era eclético,
depois passou o tempo,
e’eu quis ser só estético,
muito peso, nem pensar,
tenho que ser dietético.

Eu não sou cético,
nem hipotético,
não sou filósofo
peripatético,
só quero falar
em tom profético,

amanhã serei
um ser poético,
de padrão esquelético ...

Nota do autor.
“Por enquanto, o negócio é ser estético.”

Roberto Armorizzi

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SILFA DE HOJE-EM-DIA


Quem “mais ria”?
A dor que’o berço do mundo,
paria?
Agora, tanto amor não viria

de’uma autêntica
silfa de hoje-em-dia.
Era triste’a flor que o tempo
havia,

mas hoje ela caminha
a largo passo,
no caso de andar sem laço
e sonho, pela via.

Nota do autor.
“O amor sofrido de antanho, não o ferem mais nossos dias.”

Roberto Armorizzi

domingo, 18 de abril de 2010

SECAS LÁGRIMAS

Não devo mais verter
infinitas lágrimas
de um seco e ébrio fluido.

É o momento em que corre o tempo,
gira o mundo
e as pedras constroem a vida.

Há muito que caiu o copo,
espalhando a água.

Mas hoje é tempo de felicidade.

Para isso, chego na pura expressão da consciência humana.


Nota do autor:
"O retorno ao tempo."

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PARTIR


Tanto tempo faz que partiste,
partindo meu coração;

quanto tempo faz para mim,
será que para ti tanto faz?
Será que partir deixa inteiro o tempo, o coração,
ou será que o tempo se parte ao partir, ou se perde?
Talvez faça parte do tempo
ou do amor, em torno desse tempo;

quero ser parte desse amor,
desse mundo sem tempo,
para partir, repartir...
Pois teu mundo foi só partir,
e o meu, pensar em voltar;

pensar no dia do amanhã, na partida?
Nem pensar;

é melhor partir sem pensar, falar,
ouvir, sentir...
Ficar pensando, estar aqui...
Ficar de uma vez, ficar por aqui...
Ou voltar...
Quero voltar, ficar e te amar...
mesmo num amor de não voltar!


Nota do autor;
“Partir, só partir, é partir por partir; voltar, só voltar, é voltar por voltar; mas ficar, só ficar, é ficar para amar.”

Roberto Armorizzi