Anarquismo verde

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Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

NATAL E ANO NOVO



Disse, feliz, o velhinho:
- Um novo Natal já chegou,
achei, outra vez, o caminho,
o meu mundo recomeçou.

Fala, o adulto, sorrindo:
- Que amor – novo mundo já vem;
o chão continua florindo,
plantemos nos campos do bem.

Todos se confraternizam,
doando os carinhos seus;
Natal e Ano Bom se eternizam,
selando a obra de Deus.

Virá sempre nova esperança,
Natal e Ano Novo: é o amor;
futuro vem feito criança,
na paz do Menino-Senhor.

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RECINTO



Dói-me tanto ... sinto
a dor que não passou,
prende-me agora, o recinto
que antes me libertou.

Faço com meu passo, a senda,
o amor que não te dou,
ó pena que não escreve ... nem desvenda,
é assim, pois triste estou.

Um rio que sonha,
sem mar, transbordou,
enchente medonha,
amor terminou ...


Roberto Armorizzi

domingo, 21 de agosto de 2011

LINDO SER !



Ela chegou vestida de negro,
esbanjando “charme”.
O negro de seus olhos
causou-me grande alarme.

Mas trouxe um claro ser,
de luz e bem querer,
olhos amigos, lindos de viver ...

Sorriso conciliador,
amigo de um grande amor.

Nota do autor.
“Entidade conciliadora.”


Roberto Armorizzi

domingo, 7 de agosto de 2011

CUSPIR


Oi! Quem quer cuspir?
Pode ser, mas olhe bem,
se cuspe já tem!

Nota do autor.
“Hoje, nada é intacto.”

Roberto Armorizzi

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CAPINZAIS – PEDREGAIS



Capins crescem no pé
das pedras que não caem mais.

Pedreira,
onde granitos foram quebrados
em mil “porretais”.

Sim, os capins crescem
como um gracejo de vida !

Carros passam pela frente e por trás,
olhando hoje a paz sem vida que invade os capinzais,
e embalam fúrias de solo rachado e perdido,
dos sombrios pedregais.

Nota do autor.
“Nas pedreiras abandonadas, as pedras se confundem com os capinzais.”

Roberto Armorizzi

segunda-feira, 13 de junho de 2011

VAGA MARÉ



Mar,
sob o grato céu
visível, crível e sem par;

mar,
linha
ondeva , que busca
a forma de um mundo,
em seu amplo findar;

oceano,
vasto e úmido espaço,
que pensa, pelo mundo, avançar;

mar,
maríssimo amor
de luz, de céu, ... de mar.

Nota do autor.
"É este o mar que sempre espero."

Roberto Armorizzi

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DO OURO AO ALGODÃO



Por que é difícil
suspender pedacinhos
de algodão,
quando seu peso
encontra, no amor,
ostentação?

Por que é tão fácil
suspender toneladas
de ouro,
quando esta leveza
encontra, no desamor,
sublimação?

Algodão e ouro:
verdade e tesouro ...

Nota ao autor.
“Esta dualidade aparenta ser imperfeita e, ao mesmo tempo, perfeita.”

Roberto Armorizzi