Anarquismo verde

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Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

RECINTO



Dói-me tanto ... sinto
a dor que não passou,
prende-me agora, o recinto
que antes me libertou.

Faço com meu passo, a senda,
o amor que não te dou,
ó pena que não escreve ... nem desvenda,
é assim, pois triste estou.

Um rio que sonha,
sem mar, transbordou,
enchente medonha,
amor terminou ...


Roberto Armorizzi

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TEMPO DE GARÇAS “MAGRIÇAS”


Garças brancas e “magriças”,
aladas de suas preguiças,
voam no céu, sobre a orla;

outras delas, despencam e descansam
poisadas sobre ilhota pétrea,
cercada de’água salgada e fétida
do mar empoçado de’agora ...

Tudo em volta, chora,
a beira, na mata, embrenha
casas, galpões e até sereias,
umas belas, outras feias ...

Ao fundo do horizonte,
dorme o velho templo,
esplendor sobre íngreme penha,
que o bairro de mesmo nome, desenha ...

E num triste fundo de vidas,
destinos e florestas “escalpeladas”,
natureza e pedra, de tanta ira, ficaram caladas,
desde o dia em que as garças
entenderam que foram fotografadas!

Nota do autor.
"Esperemos que as garças olhem suas fotos."

Roberto Armorizzi