A voz, sentir,
o véu, abrir,
o chão, servir,
não sou, és tu...
O mel, sorver,
o não, querer,
o caos, viver,
não és, sou eu...
Todas as vezes,
com todo amor,
estás sorrindo,
és tu, em mim...
O sonho, acordar,
o verbo, versejar,
o sêmen, fecundar,
sou eu, em ti!
Nota do autor:
“De outra face, o mesmo querer.”
Roberto Armorizzi
quinta-feira, 29 de julho de 2010
FLOR, PLANTA E CHUVA
Vejo manhã... chove
como chuva de então,
flores chegam, elas sentem,
querem chuva, planta e chão;
chove, ó chuva bem chovida,
joga su’água querida,
alegrando’a planta macia,
pondo água em sua vida;
vem, ó chuva, eu diria,
pela via, empoça meu dia,
vem, bem da vida,
noite, pós-chuva, morria;
não só de plantas
quero ver chuva,
e não do mundo
de nuvem turva!
Nota do autor:
“Chuva e pós-chuva, numa alternância que faz e jaz a vida.”
Roberto Armorizzi
como chuva de então,
flores chegam, elas sentem,
querem chuva, planta e chão;
chove, ó chuva bem chovida,
joga su’água querida,
alegrando’a planta macia,
pondo água em sua vida;
vem, ó chuva, eu diria,
pela via, empoça meu dia,
vem, bem da vida,
noite, pós-chuva, morria;
não só de plantas
quero ver chuva,
e não do mundo
de nuvem turva!
Nota do autor:
“Chuva e pós-chuva, numa alternância que faz e jaz a vida.”
Roberto Armorizzi
sábado, 24 de julho de 2010
COMO?
Deus,
centro de nossos “eus”,
por dentro, considerado;
expansão do que é em nós,
expressão do verbo, o som,
para fora, projetado;
se nossa imagem e semelhança, é,
como, então, sentir-se-á
dentro de si próprio?
Para onde poderá
seu “eu”, expandir,
se já é eterno,
infinito e absoluto?
Como, então, será
seu ser-em-si para si,
em relação a nós?
Saberemos disso, após?
Nota do autor:
“Expansão do eterno expandido? Será conseguido?”
Roberto Armorizzi
centro de nossos “eus”,
por dentro, considerado;
expansão do que é em nós,
expressão do verbo, o som,
para fora, projetado;
se nossa imagem e semelhança, é,
como, então, sentir-se-á
dentro de si próprio?
Para onde poderá
seu “eu”, expandir,
se já é eterno,
infinito e absoluto?
Como, então, será
seu ser-em-si para si,
em relação a nós?
Saberemos disso, após?
Nota do autor:
“Expansão do eterno expandido? Será conseguido?”
Roberto Armorizzi
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terça-feira, 20 de julho de 2010
UMA CANÇÃO, AGORA
Vamos cantar
uma canção, agora;
música alegre
para quem sorri,
mas também triste
para quem chora;
prepare a voz
para cantar sem “prosa”;
na poesia,
só quem versa e canta, goza;
vamos cantar
uma canção de ir,
e num momento,
então tornar a vir,
e ouvir
uma canção daquelas,
de encontro ao vento,
e por entre janelas,
para não partir.
Nota do autor:
“Bom é não precisar ir, mas ficar. E uma canção, poder ouvir e cantar.”
Roberto Armorizzi
uma canção, agora;
música alegre
para quem sorri,
mas também triste
para quem chora;
prepare a voz
para cantar sem “prosa”;
na poesia,
só quem versa e canta, goza;
vamos cantar
uma canção de ir,
e num momento,
então tornar a vir,
e ouvir
uma canção daquelas,
de encontro ao vento,
e por entre janelas,
para não partir.
Nota do autor:
“Bom é não precisar ir, mas ficar. E uma canção, poder ouvir e cantar.”
Roberto Armorizzi
ILUSÕES DE VISÕES NA ORLA

Não deixe a água rolar,
corre, corre para o mar!
Os períodos acabam,
a ponto de se inventar momentos,
tão sedentos
de fazer voltar a vida
num instante,
na sensação errante
de se estar pendurado
num pedaço de barbante.
Um dia tudo isso se espraia
num fluxo de água e areia,
na beira da praia;
essa meiga e bela visão rara,
queremos que jamais se esvaia.
Nota do autor:"Lugar sem sombra porque a luz é maior."
Roberto Armorizzi
Roberto Armorizzi
terça-feira, 13 de julho de 2010
TRÊS EM UM
Comentar sobre ti?
nem quero lembrar,
no muito, posso pensar,
mas falar, nem pensar...
Eu não sou esquizofrênico,
nem mero “esquizofrenista”,
ah, sim...eu sou “acadêmico”
da “boa” esquizofrenia...
Verdade, eu sou poeta,
se todos me veem assim,
é outra, porém, minha meta,
“mesmice bela” não é para mim...
No mais, queiram ler nas aspas e reticências, se acharem viável.
Nota do autor:
‘Apenas um questionamento: “o discurso está nas entrelinhas?” ‘
‘Observação final: “este texto é mais para ser lido do que para ser declamado ou dito.” ‘
Roberto Armorizzi
nem quero lembrar,
no muito, posso pensar,
mas falar, nem pensar...
Eu não sou esquizofrênico,
nem mero “esquizofrenista”,
ah, sim...eu sou “acadêmico”
da “boa” esquizofrenia...
Verdade, eu sou poeta,
se todos me veem assim,
é outra, porém, minha meta,
“mesmice bela” não é para mim...
No mais, queiram ler nas aspas e reticências, se acharem viável.
Nota do autor:
‘Apenas um questionamento: “o discurso está nas entrelinhas?” ‘
‘Observação final: “este texto é mais para ser lido do que para ser declamado ou dito.” ‘
Roberto Armorizzi
domingo, 11 de julho de 2010
CANSADAS CADEIRAS

Nunca vi poema
que exaltasse
cadeiras “senteiras”,
mas sim, “cadeiras”
inteiras,
faceiras,
“danceiras”,
arteiras,
“reboleiras” -
que lindas “cadeiras”,
festeiras,
“showeiras”...
Sentar em cadeiras,
em nossas “soneiras”,
sempre queremos,
para descansar “cadeiras”,
sem pensar nas “canceiras”
das frágeis cadeiras,
a ranger sob o peso
de nossas “cadeiras”!
Nota do autor:
‘Há, nesse mundo, cadeiras e “cadeiras”.’
Roberto Armorizzi
domingo, 4 de julho de 2010
“PASSAR” NÃO PASSA

Vem passando
a passarada,
que’ao passar,
já passeou!
Passa-passa,
passarela,
“passarim” -
passarinhou!
O passante
que passava,
passaria?...
já passou!
bem passaram
os que passam,
pois, passado,
“futurou”!
Nota do autor:
“ Não há presente, passado e futuro nesse eterno aqui-e-agora.”
Roberto Armorizzi
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