Anarquismo verde

Anarquismo verde
Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

SENTIDO DO IR, VIR E EXISTIR


Gente que bate com vara,


esbofeteia a cara,


corre, introduz sempre a dor,






mente na verdade clara,


a vil sentença, exara,


sem sentir por dentro, amor.






Muitas voltas vêm sinceras,


idas ficam nas esperas,


longe, lá se vai o sorrir,






por vezes, vamos bem perto,


mas logo, caminho’incerto,


só nos traz o não refletir.






O partir pode ter razão,


ficar pode ser tudo em vão,


pior não iria ferir,






que seja somente paixão,


amor ou completo perdão,


não é tão-somente’existir.


Roberto Armorizzi

domingo, 27 de maio de 2012

FARINHA


Farinha crua,


farinha é comida,


em toda rua.






Nota do autor.


“Alimento universal, pois da farinha se faz o pão.”

Roberto Armorizzi

domingo, 18 de março de 2012

PECADO ORIGINAL






Leva no mundo,

rastro pecaminoso,

corpo gozoso.





Nota do autor.

"Após a queda."


Roberto Armorizzi

ESCOMBROSAS HIPERPARABOLAÇÕES








Perdidos nas parábolas,
nas hipérboles, nos estrondos e seus escombros,
estão os que ainda restaram deuses.

Achados nas imaculadas,
e extremas forças perfeitas, estreitas em suas seitas,
estão os que ainda ficarão Deus.

Dúzias e dúzias de espantos,


ao sim do sabujo real,

rotundam mil almas serenas,

cercadas de bem e mal,


no tempo que jaz igual.


"Não há nota do autor."


Roberto Armorizzi

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FOBIA






Este animal,

que a mim desacata,

é meu ancestral?

Horrível barata!



Nota do autor.



"A ancestralidade pode explicar uma fobia?"





Roberto Armorizzi

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MUSEU PARANOICO

Por aqui não se vê mais o mar,
de querer, de molhar, aos meus pés,
veio a mim um museu secular,
como tumba do velho Ramsés,

nesta hora eu não sinto areia,
que outrora coçava meus dedos,
num instante minh'alma falseia,
como a pólvora de mudos torpedos,

que lugar infernal, silencio,
onde quadros e almas se velam,
não sou mais, e sem mar, sentencio,
entre pós e as sanções que escalpelam,

quero ao mundo salino, voltar,
como areia, espalhar meu destino,
ser o dia brilhante, reinar,
com razão, sem castelo, nem sino.

Roberto Armorizzi

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

REVÉS DO VENTO






No último tempo,

sempre ao revés do vento,

ela aqui está.


Roberto Armorizzi