De tão fraco,
venço e caço;
de tão forte, penso,
deito em mim, cansaço,
e longe passo,
de teu abraço...
Tão belo porte,
de ti, eu vejo,
passo tão certo
do meu desejo,
e perto posso,
sentir teu beijo.
O meu amor,
em ti, festejo.
Nota do autor:
‘Encontrar o amor em ti, “mal benfazejo.” ‘
Roberto Armorizzi
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
LONGE...

Longe do perto, está céu aberto,
o longo deserto do meu coração;
o que se expande, o amor não esconde,
perto do longe, está o perdão!
Nota do autor:
"Existe algum lugar onde o perdão se esconde?
Roberto Armorizzi
segunda-feira, 17 de maio de 2010
ROMPER COM A MOLDURA
O que será da arte
quando as paredes
não mais “moldarem” e “delimitarem”
o vazio espaço-obra de arte?
A próxima etapa será “romper com a moldura”,
tirar as paredes, telhados e chão,
para excluir totalmente o objeto;
é o “puro espaço-obra de arte” que urge,
o “só-conceito”, surge!
Nota do autor:
UMA REFLEXÃO!!!
“Será que a arte finalmente será absorvida pela filosofia, quando se libertar totalmente do objeto?”
(Dedicado à arte puramente conceitual contemporânea).
Roberto Armorizzi
quando as paredes
não mais “moldarem” e “delimitarem”
o vazio espaço-obra de arte?
A próxima etapa será “romper com a moldura”,
tirar as paredes, telhados e chão,
para excluir totalmente o objeto;
é o “puro espaço-obra de arte” que urge,
o “só-conceito”, surge!
Nota do autor:
UMA REFLEXÃO!!!
“Será que a arte finalmente será absorvida pela filosofia, quando se libertar totalmente do objeto?”
(Dedicado à arte puramente conceitual contemporânea).
Roberto Armorizzi
AGENDA
Agenda cheia de'horrores,
agenda cheia de risos,
agenda cheia de cores,
agenda cheia de'avisos;
agenda cheia de danos,
agenda cheia de amores,
agenda cheia d'enganos,
agenda cheia de dores;
agenda cheia de medos,
agenda cheia de vidas,
agenda cheia d'enredos,
agenda de lutas perdidas;
que dia tão desastroso,
mas pode ser que eu m’entenda,
meu Deus, eu estou tão nervoso!
onde esqueci minh'agenda?!
Nota do autor:
"Aliterações dedicadas à minha agenda."
Roberto Armorizzi
agenda cheia de risos,
agenda cheia de cores,
agenda cheia de'avisos;
agenda cheia de danos,
agenda cheia de amores,
agenda cheia d'enganos,
agenda cheia de dores;
agenda cheia de medos,
agenda cheia de vidas,
agenda cheia d'enredos,
agenda de lutas perdidas;
que dia tão desastroso,
mas pode ser que eu m’entenda,
meu Deus, eu estou tão nervoso!
onde esqueci minh'agenda?!
Nota do autor:
"Aliterações dedicadas à minha agenda."
Roberto Armorizzi
domingo, 9 de maio de 2010
PREÇO - "SER DE GESSO"
Dizem...
"Que todo homem tem seu preço";
muitos não veem
tais dizeres com apreço,
pois bem conheço,
de tanto ver,
o "ser de gesso",
metade humano,
meio adereço;
que triste fim,
é dizer sim
ao belo avesso,
será do agora
ou é de berço...
Se é assim, oh! ai de mim!
Pois o meu preço,
jamais esqueço:
é caminhar tão apressado,
desde o começo...
Nota do autor:
' "Ser de gesso": frio, belo e travesso.'
Roberto Armorizzi
"Que todo homem tem seu preço";
muitos não veem
tais dizeres com apreço,
pois bem conheço,
de tanto ver,
o "ser de gesso",
metade humano,
meio adereço;
que triste fim,
é dizer sim
ao belo avesso,
será do agora
ou é de berço...
Se é assim, oh! ai de mim!
Pois o meu preço,
jamais esqueço:
é caminhar tão apressado,
desde o começo...
Nota do autor:
' "Ser de gesso": frio, belo e travesso.'
Roberto Armorizzi
domingo, 2 de maio de 2010
DOIS PONTOS MÓVEIS

Estou no meio de um ponto,
do qual aponto outro ponto,
o ponto que quero chegar;
mas para eu ir a'esse ponto,
preciso sair, estou tonto,
do ponto que sai meu olhar;
e o ponto que quero, que conto,
me dá outro olhar, mas de encontro
ao ponto que quero deixar;
mas não sei sair deste ponto,
que faz o encontro do ponto,
no meio de mim, situar;
não sei onde eu vou chegar,
do jeito que quero apontar!
Nota do autor:“Pontos que determinam singularidade.”
Roberto Armorizzi
"ACANISTAS"
Aqueles, tão raros, perfeitos,
escondiam tão bem, “o pincel”,
esses, em caros defeitos,
"arranham o céu";
aqueles, com velhos conceitos,
"flutuavam", do risco ao pastel,
esses, ganharam direitos
de "chaparem" ao léu;
aqueles, tão logo aceitos,
ascendiam imagens de "mel",
esses, em toques desfeitos,
nos "tiram o chapéu".
Nota do autor:
“Antes, só aqueles mandaram. Depois, todos ficaram.”
(Poema dedicado aos pintores)
Roberto Armorizzi
escondiam tão bem, “o pincel”,
esses, em caros defeitos,
"arranham o céu";
aqueles, com velhos conceitos,
"flutuavam", do risco ao pastel,
esses, ganharam direitos
de "chaparem" ao léu;
aqueles, tão logo aceitos,
ascendiam imagens de "mel",
esses, em toques desfeitos,
nos "tiram o chapéu".
Nota do autor:
“Antes, só aqueles mandaram. Depois, todos ficaram.”
(Poema dedicado aos pintores)
Roberto Armorizzi
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