Anarquismo verde

Anarquismo verde
Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

FANFARROSAS

Um dia,
veio-me a imagem
de um mar-de-rosas;
comecei a cantar prosas,
formosas...

Mas, n'outro dia,
as rosas, já tristes,
tornaram-se idosas;
comecei a cantar troças,
fanfarrosas,

para que as rosas,
ao murcharem, sorrissem,
ao menos mais uma vez,
airosas.


Nota do autor:
“O apagar das luzes deve ser brando e glorioso.”

Roberto Armorizzi

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PRÓPRIO PÂNICO

Quando o Drácula
começa a perseguir
seu próprio sangue,
este é o momento
em que nele surge o pânico!

Aí ele não vê
sua própria imagem
no espelho.

Nota do autor;
"Visão panicada e vazia do espelho."

Roberto Armorizzi

LOGÍSTICA DESLOCADA

Tudo que calo,
tudo que falo,
tudo que digo,
tudo que brigo,
está no ilógico,

pois a lógica,
desloca-me a logística!

Nota do autor:
"A lógica surge do ilógico."

Roberto Armorizzi

FOME DE PENSAR


Sinto
imensa fome de pensar,
mas como pensar,
se não posso
comer'as ideias?

Invade-me a dúvida...
E com a dúvida,
evadir-me-ei!

Nota do autor:
"A dúvida de como comer ideias paralisa o pensar periférico, mas deixa inteiro o centro nervoso comum."
Roberto Armorizzi

domingo, 31 de janeiro de 2010

PASSO, MAS NÃO PASSEI


Ao olhar a bela foto

de'uma linda praça no Rio,

senti'uma estranha emoção,

meditei por horas a fio.


Quando a foto foi batida,

eu não havia nascido,

pois esse real logradouro,

há muito foi construído.


Hoje eu, por ela, ando,

e nela tanto passeei,

mas vendo a foto, percebo:

nesta praça, eu nunca passei.



Nota do autor:

"Passo por aquela, mas não passei por esta, pois não é a mesma praça. Tudo muda ao sabor do tempo."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Confiava em Ti


Porque me traíste?
Em ti confiava...
Atitude triste,
Em ti acreditava...

Meu sonhos entreguei a ti,
Eram partes de mim,
Momentos de vida...
Triste despedida!

De ti recebi espinhos,
Deixaste-me sozinha,
Seguirei meu caminho.

Levo-te na lembrança
Como alguém sem importância
Que não possui limites
Em sua própria insignificância...

Poesia de Flávia Flor (Assaife)
http://www.flviaflor.blogspot.com
Todos os direitos de autoria reservados

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Decepção Amarga


Promessas não cumpridas
Desculpas descabidas
Sonhos destruídos
Palavras proferidas

Flecha lançada
Tiro certeiro
Mira perfeita
Suspiro derradeiro

Oceano de Lágrimas
Ondas de Mágoa
Ferida Exposta
Tsunami revolta

Dor pungente
Desfiladeiro efervescente
Alma queimada
Decepção Amarga

Poesia: Flavia Flor (Assaife)
http://www.flviaflor.blogspot.com
Todos os direitos de autoria reservados