Anarquismo verde

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Foto de Walfrido Neto- Anarquia Verde

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SELETOS BRADOS


Lutas de veados na relva,
da selva;
inverso da paz de pirilampos,
as cornadas nos campos;
batidas de chifres, em som,
ao tom;
mas ouve-se o aviso da terra,
a guerra;
o velho sentido do medo e horror,
da dor;
o sopro da morte no cerco mundano,
humano;
cornadas da paz, de veados,
e vidas ceifadas aos brados,
de "seres avançados"!

Nota do autor:
"Selva de veados e homens."

Roberto Armorizzi

ALITERAÇÕES SOBRE AS BRISAS DA VIDA



Vê-se velhos versos,

vencidos, vindo;

vejo você,

válida verdade,

verdejando viços

verve vestidos;


vale viver;

voltas vivas

vêm voando,

varando ventos,

vertendo voos,

vunjes, venidos;


vestindo vãs virtudes,

verdades voltam,

variam vívidos verbos,

velando vontades;

vultos vendidos,

vão, volvidos.


Nota do autor:"Na brisa do tempo, vêm e vão virtudes e des-virtudes, e dúvidas."


Roberto Armorizzi

domingo, 24 de janeiro de 2010

AO MENOS

Para amores plenos
ou encontros pequenos,
nunca faça por menos,
camisa de vênus!

Roberto Armorizzi

sábado, 23 de janeiro de 2010

Renúncia

Abrir mão de si, sem refletir
Deixar entrar o sofrimento
O coração sem argüir
Despedaça-se em dores e lamúrias

Mas, também pode ser
Um ato de amor sem fronteira
Um gesto tão nobre e profundo
Que há tão poucos no mundo!

Desistência de Viver
Medo de Sofrer
Mergulhado em seu pranto,
Acredita ser mais fácil esquecer, do que vencer!
Desapego do que lhe é sincero?
Duvido, não posso crer
Não há maior escolha que viver!

Desprendimento de sentimentos
Ou um prolóquio equivocado?

Não importa a resposta
O fato é que a renúncia, de uma forma ou de outra, sempre bate a nossa porta!

Poesia de Flávia Flor (Assaife)
http://www.flviaflor.blogspot.com
Todos os direitos de autoria reservados

EU ME BASTO.

EU ME BASTO·

Planto meu proprio pasto
contruo o meu espaço.
Meu traço?
É LIVRE

[Liberdade è algo que nunca tive]

EU ME BASTO!!!


Me gasto no meu próprio aclive.
Rolo a baixo no meu declive.

LIVRE me BASTO!!!


[Pena que tive que tornar-me um ser casto]


Ana Lyra.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PENSO QUE PENSO. LOGO, NÃO PENSO


Ouço-me,
quando sinto
que estou calado,

calo-me,
quando quero
provar que falo;

falo-me,
quando acho
que não medito,

medito-me,
para mostrar ao mundo,
que não penso.

Enfim,
não penso,
porque penso que penso,
mas num des-pensar imenso
em meu louco berrar,
insano grito,
de um mundo tenso!

Nota do autor:
"Não podemos perceber nosso ser-em-si, mas podemos avistar nosso ser-que-é-só."

Roberto Armorizzi

http://armorizzi.prosaeverso.net/

A VOLTA

Maria (ou Mário),
enquanto você sofria,
eu ria,

agora,
de tanto sorrir,
eu choro!

Hoje,
a dor me invade,
n'alma inteira,

ontem,
a voz cantava
em mim!

Lá,
eu fui feliz,
em sua dor,

aqui,
eu só lamento
o que findou!


Nota do autor:
"Colhe-se o que se planta."

Roberto Armorizzi

http://armorizzi.prosaeverso.net